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Os poldros neonatos são extremamente sensíveis e requerem cuidados especiais diferentes dos adultos.

Ao contrário das outras espécies os poldros nascem SEM imunidade. Os anticorpos são transmitidos INTEIRAMENTE pelo colostro, o primeiro leite da mãe.


 

Os anticorpos do colostro (transferência passiva de anticorpos) têm que ser ingeridos nas primeiras SEIS horas de vida.
Depois, a capacidade de absorção do intestino vai ficando reduzida até desaparecer totalmente às 12 horas de vida.

 


 

As patologias dos poldros passam muitas vezes despercebidas e a deterioração do seu estado geral é fulminante.

A doença mais frequentemente encontrada no poldro neo-nato é a septicémia por falência da transferência passiva de anticorpos através do colostro, ou seja o poldro que não mamou o suficiente nas primeiras 6 horas.


 

 O que é normal no poldro
- Levantar-se 1 hora depois de nascer
- Mamar nas 2 primeiras horas

Se o poldro é prematuro, se desconfia que possa não ter mamado nas primeiras 6 horas, se apresenta sinais de cólica, letargia, não espere para ver se melhora. Contacte imediatamente o seu veterinário.


 

Cuidados de rotina

Passo 1 - A mãe no último trimestre da gestação
- Adaptar a nutrição ao desenvolvimento do feto; dar granulado para poldro em crescimento.
- Vacinar 4 a 6 semanas antes da data prevista do parto
- Vigiar diariamente a glândula mamária e a vulva; a perda precoce de leite e o corrimento vulvar sugerem aborto eminente
- Mudar a mãe 1 mês antes para o local do parto
- Desparasitar no dia da parição. 

Passo 2 - O parto, o que esperar
- Primeira fase da parição caracteriza-se por cólica e pode durar 2 a 3 horas
- A placenta aparece na vulva e É BRANCA
- Depois da rotura da placenta (rotura das águas), o poldro tem de ser expulso nos 20 a 30 minutos a seguir; se não nascer CHAMAR IMEDIATAMENTE O VETERINÁRIO 
- Primeiro aparecem o membros anteriores com os cascos virados para baixo e depois o focinho. 

  Sinais de alerta durante o parto
- Placenta vermelha na vulva
Indica separação prematura da placenta; o poldro não consegue rompê-la e morre por asfixia; É NECESSÁRIO FAZER UM CORTE (tenha uma tesoura limpa à mão)

- Distócia
 O poldro não consegue nascer, porque é grande, por inércia uterina ou porque o poldro está mal-posicionado. Deverá APENAS fazer tracção com delicadeza QUANDO os membros anteriores se apresentam virados para baixo e o focinho se encontra entre os membros. Se não for o caso, contacte o seu veterinário.

- Retenção de placenta
Ao contrário de outros animais a placenta da égua tem de ser eliminada rapidamente. A placenta retida gera uma proliferação bacteriana e endotoxémia secundária COM RISCO DE LAMINITE (aguamento)

Passo 3 - O poldro recém-nascido
- Dois a 3 minutos: decúbito esternal
- Regra 1 ,2 ,3 - se não for cumprida TELEFONAR VET
       1 hora: levanta-se
       2 horas: mama
       3 horas: eliminação da placenta (atenção SÉRIO risco de "aguamento")
- Desinfecte o cordão umbilical embebendo-o em betadine diluído em água (cor de chá); repita durante os 2 dias seguintes.

 


Aspectos práticos 

Contenção do poldro
A melhor forma é colocar um braço à volta do peito e o outro à volta da garupa. Nunca segure um poldro pela barriga; pode romper a bexiga. Se precisar levante-o dando apoio no esterno e puxe a cauda.

Dar de mamar
Atenção ao buraco da tetina; o poldro tem de ter um forte reflexo de mamar; se o leite escorrer livremente o poldro vai fazer falsa aspiração levando a uma pneumonia.

Recolha de leite
Colocar um pano quente sobre a glândula mamária pode ajudar a descida do leite; filtre o leite através de uma pano ou compressa antes de dar.

 

 

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Hosp. Vet. Muralha de Évora
266 771 232

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