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Vacinação

Poucas coisas são mais eficazes na prevenção de algumas doenças infecciosas do que a vacinação. A imunização constitui uma barreira protectora para doenças como a gripe equina e o tétano. No entanto, tal como nas pessoas, a vacinação não garante uma protecção a 100%.  Quando estabelecer o plano vacinal com o seu médico veterinário tenha em mente o seguinte:

1. A vacinação minimiza o risco de infecção, mas não protege da doença em todas as situações.
2. A primovacinação (série de vacinas administradas com um curto intervalo) e a revacinação devem ser efectuadas antes da exposição à doença.
3. Numa população, o grau de protecção e a duração são diferentes de indivíduo para indivíduo.
4. Num efectivo ou picadeiro todos os cavalos devem estar vacinados; e sempre que possível na mesma altura.

Vacinações necessárias (Portugal)
Tétano: doença provocada pela contaminação de uma ferida por uma bactéria produtora de toxinas que existe no meio ambiente; não é contagiosa; os cavalos são extremamente sensíveis provocando a morte em 80% dos casos.
Gripe equina: causada pelo vírus da Influenza, é das doenças respiratórias mais comuns do cavalo; altamente contagiosa pode passar de cavalo para cavalo a uma distância de 27 m, sendo a vacinação por isso obrigatória em concursos hípicos.

Recomendações (vacinação gripe equina/tétano)
Poldros: aos 6 meses de idade; duas doses com um mês de intervalo e a terceira seis meses depois ; se a mãe não estiver vacinada iniciar programa vacinal aos 3 meses.
Poldros a partir do ano e adultos: revacinação a cada 6 meses para assegurar protecção contra a gripe (obrigatório para provas hípicas - veja regulamento FEI)
Éguas gestantes: 4 a 6 semanas antes da parição


 

Desparasitação 

Os parasitas internos passam despercebidos, mas podem causar lesões internas extensas. Baixam a resistência do cavalo a infecções, roubam nutrientes importantes e podem, nalguns casos, causar lesões permanentes. O desenvolvimento de um programa efectivo de controlo de parasitas é fundamental no maneio equino. Existem mais de 150 tipos de parasitas que podem infestar os equinos. 

O ciclo da maior parte dos parasitas inclui ovos, larvas e adultos. Os ovos ou larvas são eliminados para o solo nas fezes de cavalos parasitados. São ingeridos pelos próprios ou por outros a partir do solo e transformam-se em adultos no tracto intestinal, onde vão produzir ovos.

Estrongilídeos
Penetram a parede intestinal e migram ao longo dos vasos que vascularizam o intestino. Se obstruírem estes vasos provocam necrose do segmento intestinal afectado. São facilmente controlados com a maioria dos desparasitantes.  Ciatostomídeos
Ao contrário dos estrongilídeos não penetram a parede intestinal, mas enquistam-se na mucosa, onde permanecem durante vários meses até completarem o seu ciclo de vida. Durante este periodo são resistentes à maioria dos desparasitantes.
Ascarídeos (lombrigas)
São um problema em animais jovens (poldros de mama, desmame e de ano) e devido ao seu tamanho (vários cm) podem causar obstrução intestinal e por vezes morte por rotura do intestino. A desparasitação de poldros muito parasitados, devido a morte súbita destes parasitas, pode levar a uma obstrução grave do intestino.
Ténias
A infestação dos equinos com Anoplocephala perfoliata, faz-se através da ingestão de ácaros (hospedeiro intermediário) presentes no solo e na superfície de plantas. Estas ténias podem causar cólica. Só são sensíveis  a determinado tipo de desparasitante.
Gastrófilos
Durante o Verão, as moscas do género Gastrophilus depositam os ovos de cor amarela no pêlo dos membros anteriores e na face dos equinos. Ao serem ingeridas vão formar pupas, que se alimentam da mucosa gástrica. Passado um tempo, são eliminadas através do intestino e são prontamente identificadas nas fezes como pequenas cápsulas castanhas. São facilmente controlados com a maioria dos desparasitantes. Os ovos podem ser eliminados dos membros, aplicando água quente e/ou passando com um pente fino. Os repelentes de insectos previnem a sua deposição pelas moscas.

Sintomas de parasitismo
- Pêlo baço
- Letargia
- Perda de condição corporal
- Atraso do crescimento e barriga nos jovens
- Cólica
- Diarreia

Recomendações
   Monitorização da contagem de ovos nas fezes
Através do exame microscópico de fezes frescas é possível determinar o tipo e o grau de parasitismo. Este teste simples é importante para desenvolver um programa adequado a determinado efectivo. Mesmo que o teste seja negativo é importante lembrar que determinados parasitas só produzem ovos intermitentemente (ciatostomídeos) e que outros podem ser difíceis de encontrar (ténias).

   Desparasitações 
Poldros
Os poldros parasitam-se facilmente e são mais susceptíveis do que os adultos. Por essa razão devem ser desparasitados ainda antes do desmame, pois nesta altura vão já estar bastante parasitados, uma vez que a Primavera é a estação que mais favorece o parasitismo. A desparasitação deverá ser realizada no 1º, 2º, 4º e 6º mês de vida.  O desparasitante a utilizar poderá ser o pamoato de pirantel (Strongyd) ou a ivermectina (Noromectin, Eqvalan ou Equimel) por via oral. A moxidectina (Equest) está contra-indicada em poldros com idades inferiores a 6 meses. A partir dos 6 meses os poldros devem ser desparasitados de três em três meses até aos 3 anos.
Adultos
A contagem de ovos nas fezes ajuda a determinar a quantidade de desparasitações necessárias anualmente e o tipo de desparasitante. Os cavalos adultos são normalmente desparasitados entre 4 a 2 vezes por ano.  Devem ser realizadas em alturas estratégicas do ano, isto é, quando há mudanças de temperatura (Março, Junho, Setembro, Dezembro) ou então de acordo com os resultados das contagens de ovos nas fezes.
Éguas gestantes 
Recomendamos a desparasitação nas 24h após a parição para evitar a contaminação dos poldros. De resto, devem seguir o programa habitual.

   Maneio
- Mantenha um número de cavalos reduzido por héctar
- Remova as fezes das cercas pelo menos uma vez por semana
- Não espalhe as fezes em pastagens onde há cavalos
- Lavre ou escarifique a terra logo antes do Verão; os parasitas toleram o frio, mas não o calor
- Mantenha os poldros até ao ano separados dos adultos
- Utlize comedouros e não dê comida no chão

 

 

Prevenção de ectoparasitas


Os piretróides (permetrina, cipermetrina) são insecticidas e repelentes de moscas seguros que podem ser utilizados nos equinos. Existem sprays comerciais já diluídos de aplicação imediata, como o Tri-tech e o Enduro. Outros produtos concentrados, como o Permutanol, Ciper-Pulvizoo, entre outros, devem ser diluídos de acordo com as instruções dos fabricantes e aplicados com ajuda de um pulverizador ou de uma esponja. Nunca utilize produtos que não indiquem os equinos como espécie de destino; todos os anos há acidentes com produtos como o TAC-TIC, que são tóxicos e podem causar a morte.

 

urgencias
Hosp. Vet. Muralha de Évora
266 771 232

URGÊNCIAS
Animais de Companhia
937 712 320
Animais de Produção
937 712 325
Equinos
939 440 198
938 440 199