Maio’16 – Despiste de Doença Cardíaca no HVME

Em Maio venha ao HVME para uma avaliação de risco de doença cardíaca ao seu animal de estimação!

  • Doença Cardíaca / Insuficiência Cardíaca

    Ter uma doença cardíaca não é sinónimo de ter insuficiência cardíaca, porque nem todos os doentes cardíacos têm insuficiência cardíaca. A doença cardíaca pode ser uma arritmia, um defeito morfológico cardíaco ou uma insuficiência valvular sem que haja insuficiência cardíaca propriamente dita.

  • O que é a insuficiência cardíaca?

    Insuficiência cardíaca significa que o músculo cardíaco está fraco e que precisa de trabalhar mais para bombear o sangue para todas as partes do corpo.

  • Quais são as consequências para o organismo?

    Quando há má oxigenação dos tecidos devida ao baixo débito cardíaco, o cérebro, os rins e o próprio músculo cardíaco são os primeiros a ressentir-se da baixa de oxigénio. Consequentemente, podem ocorrer desmaios (síncopes), insuficiência renal (má condição corporal, vómitos, falta de apetite) ou arritmias cardíacas. Quando o coração tem pouca força, o sangue acumula-se nas veias, chama-se a isso congestão venosa. A congestão venosa pode levar ao aumento do tamanho de alguns órgãos muito irrigados, como o baço e o fígado. Devido ao aumento da pressão do sangue nas veias, pode haver saída de líquido (água, electrólitos e proteínas) das veias para o pulmão (edema pulmonar), para a cavidade abdominal (ascite), para as membranas que envolvem o coração (derrame pericárdico) ou para as membranas que envolvem o pulmão (derrame pleural).

  • Quais os sintomas mais frequentes?

    Como o coração está fraco, há pouca resistência ao exercício e ao stress. Nestas situações o animal pode mesmo desmaiar (síncope cardíaca). O aumento do fígado e do baço, assim como, a acumulação de líquido no abdómen podem levar a uma dilatação abdominal marcada. A acumulação de líquido no pulmão (edema pulmonar) pode levar ao aparecimento de tosse. Quando o edema pulmonar é mais grave o animal pode ter dificuldade em estar deitado de lado (porque há colapso de um dos pulmões), pelo que, pode dormir mal e/ou ter tosse nocturna.

  • O que fazer?

    Se o seu animal apresentar algum destes sintomas deve-se dirigir com urgência a uma consulta de cardiologia. A insuficiência cardíaca pode ter um percurso hiper-agudo mas que, eventualmente, se poderá controlar com a medicação adequada.

    Muitos animais com insuficiência cardíaca, desde que regularmente controlados pelo seu médico veterinário, têm uma boa qualidade de vida por vários anos.

  • Como Fazer o Acompanhamento de um Animal já Medicado?

    Após instituída, a medicação é, normalmente, ad eternum, ou seja, para toda a vida. É muito importante que não falhe as tomas dos medicamentos. Quando o medicamento estiver a terminar compre logo outra embalagem, para que não haja falha medicamentosa.
    É igualmente importante o controlo da evolução da patologia em causa para fazer os ajustes necessários na medicação. As doses não são as mesmas para o resto da vida. As consultas de controlo são feitas a cada 4 – 6 meses, conforme a patologia.

  • Quais os cuidados a ter com um animal cardíaco?

    A alimentação deve ter pouco sal e pouca gordura. As rações fisiológicas normais são adicionadas de sal e gordura para as tornarem mais saborosas. Deve, por isso, optar por uma formulação própria para cardíacos (ex: CARDIAC da ROYAL CANIN).
    As diferenças de temperatura são muitas vezes a causa da descompensação de um insuficiente cardíaco. Se o seu animal está em casa, no Inverno, deve vestir um casaquinho para proteger do frio quando vai à rua. Se está na rua, deve ter especial cuidado com um bom abrigo e com uma cama que o proteja do frio. No verão os animais devem estar em locais frescos, com sombra e água fresca sempre disponível.
    As viagens no verão não devem ser feitas à hora de maior calor e deve-se permitir ao animal sair do carro e beber água de hora a hora.
    O exercício é importante, mas deve ser moderado, ou seja, é preferível 2 passeios de 30 minutos a passo controlado, do que um exercício muito longo ou muito intensivo, esporadicamente. Devem-se evitar as horas de maior frio e calor para fazer os passeios diários mais prolongados.

Contacte-nos para mais informações!